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Reino Perdido
Aqui, ali.

O ReinoPerdido mudou.
e pra um lugar muito mais charmoso, ;)
inté mais ver.
=**
cliqueaquieconheça.
Escrito por nAt=p às 18:42
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Até que a morte nos distraia. mais e mais divagações sobre a pósmodernidade. agora com toques artesanais e sombrios. ah, e cheias de links.
 gráfico autoexplicativo pósmoderno. ou patchwork.
nas minhas idas e vindas internéticas, e nas minhas quase tentativas de desvendar os mistérios do espetáculo - sim, a partir de um ângulo já preconceituoso e pragmático - tive a sensação de que toda nossa vida se revela como um verdadeiro patchwork. pra quem não é prendado como eu, explico: nossa vida, em especial a informativa - se é que existe uma, assim como a própria palavra - é um alinhavado de conceitos tão, mais tão isolados, lavados e bem passados que simplesmente não conservam sequer o cheiro original. assim como aquelas colchas de vó, todas pregadinhas de retalhos e panos trabalhados.
metáforas à parte, digo logo o que me incomoda. senhores, sim, é a FunExpo. aconteceu nesse último fimdesemana a expofeira de funerárias! nada contra exposições, tão pouco contra confraternizações de empresários que seguem o mesmo ramo, mas... axé em caixão cenográfico, lacinhos e arco íris, nem boca de ouro, meu filho. pra mim, não dá.
Escrito por nAt=p às 15:03
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Cri Cri Ou como enrolar enquanto a inspiração simplesmente não vem.
 macro de um fofo bezouro pelo nicko, claro.
poderia escrever uma longa e super pós-moderna ode aos insetos, mas nem pra tomar seu tempo, caro leitor, ando tendo inspiração. sei que "cricri" quem faz é o grilo, mas o barulho do bezouro, seja lá qual for, não é poético o bastante para retratar a minha excessiva placidez cerebral.
desculpe a cara-de-pau, mas é a seca pós retorno à rotina.
;o)
Escrito por nAt=p às 23:15
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E deu-se a melódia. Pequena passagem de minhas desventuras em busca de boa leitura. Se "todo desejo é vil", destruir a vontade alheia seria, ou não, um ato sádico de salvação?
 MARCOS MÜLLER/ArtEstado
esvaíram-se as férias, mas toda a minha preguiça continua mordendo meu calcanhar, em especial nas manhãs de chuva. as massas polares castigam as noites paulistanas e teimam em resfriar quem as desafiam. vejo-as, em meus delírios geopolíticos, como uma pirraça argentina, um ventinho frio que os no tan hermanos así mandam pra castigar a gente.
tenho redesenhado são paulo com a carla aqui. tento levá-la a cada vão buraco que me interessa e nos diverte. e daí vem o tema desse post. o nem tão doce e nem tão adorável assim Nelson Rodrigues [esse sim com caps lock], e a sua incrível habilidade de nos prender ao pecado. depois de devorar mais uma outra coletânea de seus contos, queria mais. sebos e mais sebos depois, procurava por suas peças. queria. desejava como um tiozão deseja a quase desabrochante cunhada em seus contos. segui, então, pra um sebo, indicado por um amigo, com apenas 20 contos no bolso. e deu-se a melódia. o dono do sebo, um negro já não tão balzaquiano, ríspido e desgostoso dos meus títulos pesquisados, embaixo de sua touca de crochê e entretido pelo rádio com Villa Lobos, fazia cara feia enquanto percebia que o meu negócio era jornalismo. "ética do trocado da porra" e eu ignorava, achava engraçado. só se interessava quando a carla perguntava-lhe sobre geologia, arquitetura, cinema. achava a variedade de assuntos interessante. não tinha o livro que eu precisava, então fui em busca do que eu queria: Toda nudez será castigada. enfim se interessou. "hum...mas não tem." já tinha arrumado minha trouxina, quando escutei um sonoro "espera. Nelson Rodrigues? hum... aqui ó: Beijo no asfalto, Vestido de noiva e, ah, Toda nudez será castigada." "e quanto é?" "esse? hum..." e girou, abriu, olhou, cheirou o livro e disse "trinta mango" percebendo em meus pequeninos olhos a minha decepçao dos vinte contos insuficientes, arrematou "você não tem, né? Sofra." arregalei os olhos, não acreditando na crueldade daquele ser em minha frente. é, e não satisfeito com o meu sofrimento literário, completou "ah, não, esse não é trinta não. é vinticinco mangos. Sofra Duplamente" guardou o livro e sorriu.
fui embora sem o livro, mas com a história e todo o gosto do sadismo rodriguiano.
Escrito por nAt=p às 11:06
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as férias e a pequenice. divagações sobre como e quando posso ficar de meias e pijama, com lapsos criativos e sem saco pra assitir jornal nacional.

odeio férias. odeio a mesmice que me domina nesse período de ócio forçado. acredito que o ócio, esse quase maravilhoroso estado de espírito que tenta se perpetuar nas manhãs chuvosas, na hora de lavar louça no domingo, enfim, esse velho conhecido da gente, deva ser algo brotado ao natural. pluft. sem esforço ou qualquer tentativa de inseminação artificial. natural e vivo. ou quase. o ócio mais doce não deve seguir regras. ora, quando começar? quando acabar? tais rédeas são meras tentativas de manipulação de psicóticos felizes e obsecados com agenda. trabalho. eca. todo a preguiça e a placidez que me faltam nos dias úteis - como se pudessem classificar até os dias - são compactados em blocos de semanas sem nada pra fazer. um insulto. como se no meio do semestre não pudesse me metamorfosear em edredom. por isso, abaixo às férias! deixem livre o meu monstrinho ócio para aparecer quando quiser...
Escrito por nAt=p às 20:23
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